Este ícone contém a mais antiga representação da história de Abgar, rei de Edessa, aqui representado no canto superior direito. Tem na mão o Mandylion, com a impressão milagrosa do rosto de Cristo, trazido de Jerusalém por Ananias. O apóstolo Tadeu encontra-se na parte superior esquerda. Os ascetas Paulo de Tebas, António, o Grande, Basílio, o Grande, e Efraim, o Sírio, encontram-se na secção inferior.
A veneração do santo Mandylion difundiu-se após a sua chegada a Constantinopla, em 944, e foi associada ao imperador Constantino VII Porphyrogennetos, cujo retrato serviu de modelo para a representação do rosto de Abgar. O ícone foi provavelmente pintado em Constantinopla para um mosteiro do Oriente, talvez o mosteiro do Sinai.